O NOME DA ROSA

img_20180121_143534_8101527526596.jpg

 

Itália, novembro de 1327. O frei Guilherme de Baskerville e o noviço Adso de Melk chegam a uma abadia, no topo de uma montanha, para participar de uma reunião que ocorrerá em alguns dias entre franciscanos apoiados pelo imperador e membros importantes da Igreja Católica representando o Papa João XXIII.

Por sua inteligência e incrível raciocínio lógico, Guilherme recebe do abade (autoridade máxima da abadia) um pedido inusitado: investigar a morte misteriosa de um jovem monge, ocorrida no dia anterior. Mas já no dia seguinte acontece outra morte.

O frei e o noviço começam uma investigação que aos poucos vai revelando uma história sinistra que envolve sodomia, paixões e ciúmes, monges com passado obscuro, a biblioteca e um livro especial, escrito em grego.

Guilherme ainda trabalha com inúmeras hipóteses e suspeitos quando ocorre a terceira morte. É o terceiro dia. Mais quatro ocorrerão, uma por dia, eliminando os principais suspeitos. Quem, ou o que, afinal, está por trás delas?

Os monges ficam apavorados, pois acreditam na ação do demônio. É a Idade Média, período de profundo obscurantismo, ignorância e poder absoluto da Igreja Católica Apostólica Romana.

A reunião entre os franciscanos e a legação do Papa João XXIII se aproxima e promete ser tensa. A Igreja, sedenta pelo acúmulo de bens e poder e promotora da queima de “hereges”, não aceita a opção dos franciscanos de viver na pobreza absoluta, como fez seu inspirador, São Francisco de Assis. Considerados hereges, correm sérios riscos de serem condenados à morte pela fogueira da Santa Inquisição.

Frei Guilherme, sempre usando a sua lógica impressionante, resolve o mistério, mas não consegue evitar um fim trágico.

Primeiro romance do professor e teórico italiano Umberto Eco (1932-2016), O Nome da Rosa é muito mais que um thriller de suspense. Na verdade, os assassinatos são o pano de fundo para ilustrar uma época em que o conhecimento, a ciência e, principalmente o questionamento, eram fortemente combatidos pela Igreja Católica, tão poderosa a ponto de intervir na administração dos governos e condenar pessoas à morte.

A Igreja Católica era a guardiã da Verdade Absoluta e inquestionável. E considerava herege qualquer um que questionasse e se revoltasse contra ela.

A narrativa de O Nome da Rosa é impecável, os diálogos ricos em detalhes e questões filosóficas, e o debate entre a razão (representada pelo frei Guilherme de Baskerville) e a cegueira dogmática (representada pelo velho monge Jorge de Burgos), é um dos pontos altos do romance.

Mais que um livro, é um clássico da literatura do século passado. Não por acaso, desde o seu lançamento em 1980, foi traduzido em diversos idiomas. No Brasil, foi relançado em 2016, com uma edição revista e ampliada e com texto revisado segundo o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

“Stat rosa pristina nomine, nomina nuda tenemus.” 🌹

Um comentário sobre “O NOME DA ROSA

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s